Corpo apresenta uma composição marcada pela intensidade da matéria e pela construção fragmentada da figura humana, característica da fase mais experimental de Jorge Amaro. A imagem parece surgir entre manchas, gestos e camadas de tinta, como um corpo em transformação dentro da própria pintura.
Executada em técnica mista sobre suporte industrial, a obra utiliza sobreposições densas de cor, contrastes vibrantes e intervenções gestuais que ampliam a sensação de movimento e organicidade. Tons escuros dialogam com áreas luminosas de vermelho, azul e amarelo, criando uma composição carregada de energia visual e tensão emocional.
A linguagem expressionista aparece na liberdade do traço e na deformação das formas, valorizando sensação e presença acima da representação anatômica. Mais do que retratar um corpo específico, Jorge Amaro constrói uma imagem visceral e sensorial, em que matéria, gesto e emoção se fundem continuamente.