Estação de Sabaúna apresenta uma interpretação livre e emocional da antiga estação ferroviária do distrito de Sabaúna, em Mogi das Cruzes. Em vez de buscar fidelidade arquitetônica, Jorge Amaro constrói a cena através da memória, da atmosfera e da sensação visual do espaço.
Executada em pintura sobre tela, a obra utiliza pinceladas soltas, gestuais e camadas de tinta aplicadas de forma espontânea, criando uma composição marcada pela expressividade cromática e pela simplificação das formas. A paleta vibrante, os contornos indefinidos e a valorização da cor sobre o detalhe aproximam a obra de uma linguagem expressionista com forte liberdade pictórica, onde a emoção e a percepção subjetiva prevalecem sobre o realismo.
A estação surge quase como uma lembrança em movimento — fragmentada, luminosa e afetiva — reforçando o vínculo do artista com a paisagem cultural mogiana e com os espaços de memória coletiva da cidade.